Visão do Design Lead Badaró para construção de carreira em UI

Traçamos a jornada de experiência do nosso Design Lead e mapeamos 8 dicas para transformar a sua carreira diante do mercado de UI Design.

“A vida é uma grande diagramação. Você precisa fazer escolhas, se adaptar, organizar, priorizar… assim como em uma criação visual”

Durante toda minha carreira, já precisei passar por vários processos de desconstrução do meu olhar profissional. Estou na Badaró desde os primeiros anos, quando tínhamos apenas 3 pessoas na equipe. Hoje, 6 anos depois, percebo práticas de design e de posicionamento pessoal que foram fundamentais para o meu crescimento dentro e fora da empresa.

Estar cercado de pessoas que te inspiram e te impulsionam talvez seja a chave do sucesso. Eu tive a sorte de ter um líder como o Fernando Camargo, que me guiou em um movimento de ascensão da minha carreira de forma leve e assertiva. Com ele aprendi, por exemplo, que eu posso ser genuíno e espontâneo na minha atuação profissional, o que destravou meu crescimento. Neste artigo, compartilho com vocês alguns dos aprendizados que valorizo na minha trajetória:

1. Olhar de Designer

Ser designer requer uma visão 360 do impacto que proporcionamos, porque não estamos desenhando para nós mesmos e sim para o usuário. A construção deve ir além de nossas escolhas e preferências estéticas, precisamos ter em mente a função e usabilidade de todas as interfaces que criamos.

2. Criação e emoção

Os designers tocam no emocional. Desenvolvemos soluções que tem o objetivo de facilitar a vida das pessoas e que geram um impacto positivo. Então, é importante reconhecer quando não estamos bem emocionalmente, pois isso influencia muito no nosso trabalho criativo. Há maneiras de incentivar a criatividade para momentos como esse, nem toda criação acontece na frente do computador.

3. Saber se expressar

No início da carreira, sempre me preocupei muito com a forma que eu me expressava, querendo que tudo saísse exatamente como o roteiro que eu havia criado para defender minhas criações. Aprendi a ser mais flexível em relação a isso, pois o perfeccionismo me levava a ter uma fala hiper planejada, o que tirava a naturalidade do que eu queria passar. Trazer a emoção e o sentimento para as trocas profissionais mudou muito minha forma de produzir e criar.

4. Ter momentos de alta concentração

Outro ponto que pode prejudicar nossa carreira é a dificuldade de concentração consequente do acúmulo de informações que um designer tem durante seu trabalho. Enfrentei essa questão recorrendo a um isolamento maior das notificações e alertas dos meus canais de comunicação e criando um ambiente focado. Uma boa dica para isso é uma playlist no Spotify de concentração que me ajuda a focar e direcionar minha criação em tempos pandêmicos. 

5. Referências para crescimento

Eu sou muito visual, como a maioria dos designers, e estou atento a tudo que está à minha volta. Gosto de me inspirar no mundo externo como ambientes urbanos, decoração, natureza e em outras criações culturais. Toda forma de referência é uma fonte de inspiração. Às vezes assistir um documentário, exposição, shows, ouvir músicas, observar ambientes cotidianos podem nos levar a novas ideias e soluções.

6. Buscar estímulos para inovar

Sair da caixinha é se permitir a encarar novos desafios. Quando estamos envolvidos em muitos projetos, é muito fácil nos acomodarmos em alguma receita de atuação que já garante a excelência, mesmo que seja uma fórmula replicada. Os desafios que enfrentamos na Badaró nos fazem buscar onde há espaço para inovação e sugerir soluções que não tinham sido pensadas antes.

7. Pensar no usuário em primeiro lugar

A inovação visual nem sempre é bem vinda e nós precisamos estar prontos para isso. Há públicos que precisam manter o conforto de interagir em soluções já conhecidas. Isso acontece, por exemplo, por ser uma interface que ele convive por muitas horas seguidas. No fim das contas, tudo precisa partir da percepção das necessidades do usuário final. A inovação não pode passar na frente da funcionalidade e usabilidade do produto.

8. Reconhecer seu crescimento

É muito importante se orgulhar e valorizar o que produzimos. Na Badaró, tenho a oportunidade de me sentir parte do crescimento do time como um todo. A autoestima profissional de um designer influencia diretamente na construção de visão própria e potência de criação. É muito gostoso o sentimento de realização ao final de um projeto, não é? Comemore!

 

Olhando para minha história, vejo muitos projetos e realizações. Um dos mais impactantes foi a construção do aplicativo All things Hair para a Unilever. Se quiser ver mais detalhes da construção, confere aqui como foi esse case.